“Recordei de amigos e parentes distantes, aqueles que eu sempre deixo pra depois porque moram muito longe ou acabaram se tornando pessoas muito diferentes de mim, sempre penso “mês que vem faço contato com eles”. E se não tiver mês que vem?
“Eu não deveria chorar, nem me preocupar. Mas eu não esqueço quem eu amo, eu tento, mas não esqueço nunca. Infelizmente os dias sem você fica mais chato, porque amigos são pra vida toda e quando os momentos com eles marcam a gente, aí sim fica mais difícil de esquecê-los. Eu nunca diria a mim mesma que devo esquecer um amigo, mas de uns tempos pra cá, eu venho notando que é necessário, que toda essa falta tá me fazendo muito mal. Suas provocações me fazem ficar péssima, porque seu desinteresse dói lá no fundo. Sinto falta de tudo que vivi com você, sinto falta dos seus carinhos, das suas brincadeiras, de como cuidava de mim, sinto falta do jeito como me tratava. Você era um irmão pra mim. E agora você me trata mal, você não tá nem aí pra mim, e eu ainda passo o dia me perguntando como você tá e se ainda lembra que eu existo. Mas eu estou cansada de tentar me aproximar, de dizer que sinto saudades, de dizer que me importo contigo e só levar patada, corte. Eu vou mudar. Porque eu odeio a incerteza, odeio sua indiferença, odeio gostar de você. Eu nunca te falaria isso tudo, porque no final você me diria que as coisas mudaram e que agora é outra pessoa, com novos amigos. Mas é uma verdade, as coisas mudam e eu vou esperar as coisas mudarem pra mim também e quando eu me desapegar, não venha atrás de mim, não se arrependa, porque eu acho que vai ser tarde demais.